O Super Tucano em voo: barato e manobrável
Os paìses latinoamericanos estão comprando o Super Tucano, da Embraer, para usar no combate antidrogas e na defesa de suas fronteiras, segundo reportagem no site do jornal Los Angeles Times (Modest Brazil warplane fitting into nations' plans, 24/2).
O Equador é um desses clientes. Dois Super Tucanos foram entregues aos militares equatorianos no final do mês passado, parte dos 24 comprados pelo presidente Rafael Correa após o país ter seu espaço aéreo invadido, em 2008, pela Força Aérea da Colômbia, para bombardear um acampamento do grupo guerrilheiro das Farc.
Correa disse que a aquisição de aeronaves não é um sinal de corrida bélica com os vizinhos, mas a renovação da velha frota de avioes de combate equatorianos.
Afirmou, porém, que o Super Tucano iria ajudar a apoiar os militares equatorianos em sua luta contra "as forças regulares e irregulares" dentro das fronteiras do país.
O Super Tucano não é um avião supersônico ultramoderno. Pelo contrário, segundo o Los Angeles Times. A velocidade máxima do avião de dois lugares é de apenas 630 km/h.
Em compensação, tem um raio de alcance de combate de mil quilômetros e pode ficar no ar por seis horas. Além disso, o avião pode ser equipado com duas metralhadoras pesadas e 2 toneladas de bombas guiadas e foguetes, segundo informou um analista à publicação americana.
Relativamente baratos – um Super Tucano custa cerca de US$ 10 milhões – os aparelhos brasileiros se tornaram a solução perfeita para muitos países na proteção e fiscalização de seu território. Chile e República Dominicana também estão entre eles..
Segundo o site do Los Angeles Times, o Pentágono está considerando a compra de 200 aeronaves para a Força Aérea e a Marinha dos Estados Unidos, e Real Força Aérea britânica avalia a possibilidade de substituir sua frota de aviões Lockheed Martin F-35Bs pelos brasileiros, 10 vezes mais baratos.
Promover a venda do Super Tucano é parte da ambiciosa campanha do Brasil para aumentar a sua visibilidade como uma potência militar, bem como um grande fabricante de aviões, conclui o jornal americano.
fotos: Embraer