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NOTÍCIAS | Economia

23/02/2010

Brasil tem melhor clima econômico da América Latina, diz FGV

Sondagem aponta otimismo em relação à recuperação brasileira frente à crise


É grande o otimismo em relação à recuperação da economia latina-americana frente à crise internacional, segundo a Sondagem Econômica da América Latina, divulgada pela Fundação Getulio Vargas. Para os especialistas consultados pela publicação, o Brasil tem o melhor Índice de Clima Econômico (ICE) entre os países da região, com 7,8 pontos. A média regional é de 5,6 pontos, numa escala de um a nove. O levantamento foi feito entree outubro de 2009 e janeiro deste ano.

O superintendente de Ciclos Econômicos da FGV, Aloísio Campelo, afirmou à Agência Brasil que o otimismo é grande em relação aos próximos seis meses. Segundo ele, os países mais dependentes dos Estados Unidos, como México, República Dominicana e Costa Rica, estão mais atrás na recuperação.

Na Venezuela, diz Campelo, há um desânimo do investidor privado, e petróleo - principal produto do país - tem recuperação lenta, porque a exportação depende da retomada do mercado internacional.

Na América do Sul, os países que já tinham uma maior solidez no período pré-crise – Brasil, Chile, Peru e Uruguai – tiveram recuperação mais rápida. “O Brasil saiu muito bem da crise, e e o clima econômico já está bom”, disse Campelo.

“A gente já passou da fase de recuperação do consumo e está entrando na fase de realização de investimento. A maioria dos especialistas diz que os investimentos vão aumentar. Os outros países ainda não chegaram a essa fase, com exceção, talvez, do Chile, que estaria também pensando em expansão [dos investimentos]”, comentou.

Segundo Campelo, o cenário favorável traçado para o Brasil seria um chamariz para o investimento. Ele salientou, entretanto, que isso depende da disponibilidade, ou seja, da liquidez internacional. “É necessário manter os fundamentos macroeconômicos, trazer de volta o equilíbrio fiscal, fazer um esforço para voltar a ter superavits primários mais perto de 4% e não de 2%, que foi o caso de 2009. E, com relação à inflação, manter a seriedade.”

Isso significa que, se houver um descasamento entre oferta e procura este ano por conta de uma aceleração de demanda interna que a indústria não possa acompanhar, o Banco Central deverá agir e manter uma sintonia fina para que a inflação permaneça próximo da meta, recomendou.

A Sondagem Econômica da América Latina de janeiro de 2010 consultou 139 especialistas de 17 países e foi realizada pela FGV em parceria com o Institute for Economic Research da Alemanha.

(Com informações da Agência Brasil)
 



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