A alta no preço do petróleo aliada à crescente preocupação mundial com o aquecimento global está fazendo com que gigantes do setor se rendam aos biocombustíveis de primeira geração, como o etanol da cana, uma vez que a segunda geração (do etanol celulósico, por exemplo) ainda deve levar até uma década para ser desenvolvido, afirma a publicação britânica The Economist em matºeria postada no seu sítio web (Generation game, 4/2).
Nesse cenário, a brasileira Cosan, grande produtora de etanol no país, vê suas ambições tomando forma. A empresa uniu à Shell suas operações de varejo em uma joint venture de US$ 12 bilhões e tem crescido rapidamente nos últimos anos graças a uma série de fusões, assinala a revista.
Com o negócio, a Shell sinaliza que passou a apostar suas fichas nos resultados concretos do combustível de primeira geração, depois de admitir que outras frentes de desenvolvimento ainda vão demorar a dar frutos. Segundo a Economist, o Brasil é o mercado mais maduro do mundo para o etanol combustível.
A petroleira holandesa, que já distribuía biocombustíveis antes de passar a produzi-los, deve investir US$ 1,6 bilhão ao longo de dois anos para duplicar a produção anual da Cosan, hoje em 2 bilhões de litros. Para a empresa brasileira, que vem crescendo rapidamente por meio de fusões e aquisições, o negócio representa uma ampliação de seus horizontes, conclui a revista.