Sede do grupo Ypióca, em Fortaleza
Ypióca quer dizer terra roxa em tupi-guarani. Mas, para consumidores de 40 países, é um nome que representa a cachaça brasileira antes mesmo de a bebida ganhar o respeito dos bebedores internacionais nos últimos anos.
Fundada em 1846, exportando há 41 anos, a destilaria cearense começa agora a mandar para os mercados mundiais uma nova marca: a Ypióca 160, uma cachaça que comemora a 16ª década de existência da empresa.
No final de outubro, o grupo que controla a marca – a Holding Telles – inaugurou uma fábrica em Jaguaruana, no Ceará, dedicada exclusivamente às cachaças de exportação.
Às margens do rio Jaguaribe, o investimento inclui 5 mil hectares plantados com cana-de-açúcar. A nova Ypióca 160, segundo a diretora comercial do grupo, Aline Teles, tem um diferencial na sua composição: o malte, extrato de cereal usado também na fabricação de uísques.
É a primeira cachaça do mundo que possui o componente em sua formulação, e é envelhecida em barris de carvalho, segundo Aline.
Novos mercados
A Ypióca 160 mira no mercado dos destilados finos - no Brasil, uma garrafa custa 60 reais. Para chegar à fórmula certa foram necessários r$ 5 milhões de investimentos e oito anos de trabalho - dois de pesquisa e seis de envelhecimento da aguardente.
Ela já foi exportada em pequena quantidade para a Dinamarca, a Alemanha, a República Tcheca,a Espanha e a Áustria. A empresa espera vender inicialmente 6 mil caixas por mês e chegar às 10 mil caixas em pouco tempo.
A destilaria produz hoje, por mês, 70 mil litros de cachaça, com previsão de atingir 75 mil litros, e estima, neste ano de 2009, aumentar em 10% seu faturamento, que no ano passado foi de 300 milhões de reais.
Aline Telles revela que o aumento nas vendas deve se concentrar em países onde o grupo já atua: Espanha, França e EUA, que juntos respondem por 53% das exportações da Ypióca. Mas a empresa explora também novos mercados na África, no Leste Europeu e na Nova Zelândia.
Ainda que as aguardentes sejam o principal negócio do grupo, a Holding Telles controla ainda empresas que produzem papelão, água mineral, garrafas PET e atuam na agropecuária e na piscicultura.
foto: Divulgação
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